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… comestes do pão e vos fartastes – parte 1

comestes do

pão e vos

fartastes

parte 1

Introdução: Que circunstâncias em nossa vida nos levam a duvidar do poder de Deus? Qual é o nosso limite para crer? Qual é a fronteira em nossa vida entre a terra da certeza e a terra da incredulidade? O que Deus espera de nós em momentos de definição de destinos?

 

Texto base: Jo 6:1-13

Depois disto partiu Jesus para o outro lado do mar da Galiléia, também chamado de Tiberíades. E seguia-o uma grande multidão, porque via os sinais que operava sobre os enfermos. Subiu, pois, Jesus ao monte e sentou-se ali com seus discípulos. Ora, a páscoa, a festa dos judeus, estava próxima. Então Jesus, levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão vinha ter com ele, disse a Felipe: Onde compraremos pão, para estes comerem? Mas dizia isto para o experimentar; pois ele bem sabia o que ia fazer. Respondeu-lhe Felipe: Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pouco. Ao que lhe disse um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos? Disse Jesus: Fazei reclinar-se o povo. Ora, naquele lugar havia muita relva. Reclinaram-se aí, pois, os homens em número de quase cinco mil. Jesus, então, tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos que estavam reclinados; e de igual modo os peixes, quanto eles queriam. E quando estavam saciados, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. Recolheram-nos, pois e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido. 

 

Nesta maravilhosa passagem havia um quadro crítico a ser resolvido.

Jesus havia passado boa parte do dia curando as enfermidades do povo (Mt 14:14) e ao perceber que aquele povo estava faminto Jesus lança um pergunta cheia de segundas intenções ao seus discípulos:

 

Onde compraremos pão para toda esta multidão comer?

 

Esta pergunta de Jesus continua ecoando no coração de todo servo de Deus, compromissado com sua obra.

 

A Bíblia relata (Jo 6:6) que Jesus fez esta pergunta não porque ele não sabia a resposta, mas porque queria testar a fé e a visão do poder de Deus em seus discípulos e nesta passagem o SENHOR traz a luz dois tipos de comportamento esperados nos discípulos.

 

O primeiro deles é representado por Filipe. Este não compreendendo a profundidade da visão de Jesus responde que nem mesmo 200 denários seriam capazes de comprar alimento suficiente para toda aquela multidão.

 

Filipe pensou como um homem comum. Filipe pensou naturalmente. Filipe se utilizou do conhecimento humano para responder aquela pergunta. Porém, para a realização da obra de Deus o conhecimento natural e humano tem muito pouco valor. O conhecimento adquirido pelo homem através da árvore do conhecimento do bem e do mal em nada é útil no reino de Deus, uma vez que este é um conhecimento que vem da natureza caída do homem, que vem da sua carne, que pertence a este mundo.

 

Para cumprir a missão que Jesus nos deixou em Mt 18: 18-20, o conhecimento humano atrapalha muito mais o mover de Deus que ajuda. O motivo disto é que o estabelecimento do reino de Deus na terra, através dos filhos de Deus, necessita de conhecimento espiritual. Um conhecimento não proveniente da razão do homem, mas da fé. Não há nada na inteligência do homem que pode contribuir no reino. Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a sabedoria e o entendimento dos entendidos. Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o questionador deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo (1 Co 1: 19-20).

 

Ninguém se engane a si mesmo; se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para se tornar sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia (1 Co 3: 18-19).

 

Porém o segundo comportamento esperado, proveniente do segundo discípulo enche o coração do Mestre de alegria, pois era regado de uma fé e uma dependência de Deus maravilhosa.

 

Disse André: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos. Mas o que é isto para tantos (Jo 6: 9).

 

Certamente os outros discípulos de Jesus devem ter pensado algo do gênero: André perdeu o juízo. O que que tem a ver dizer ao Mestre que existe alguém aí que tem cinco pães e dois pequenos peixes. Porque André falaria uma coisa desta numa hora de tomada de decisões tão importante?

 

Havia em André, algo que os outros ainda não tinham para aquela situação. Havia nele fé que Jesus faria algo proveitoso com o que estava disponível. Havia em André a dependência necessária para gerar milagres.

 

O nosso Deus é todo-poderoso. Ele é o manancial das águas vivas. Ele detém a vida eterna.

Porém este mundo em que vivemos está preso num ambiente de hostilidade incrédula e neste ambiente, muitos são os que sofrem por não crerem no poder de Deus.

 

André percebeu que cinco pães e dois peixes não era nada para alimentar uma multidão. Mas André também estava convicto de uma outra coisa: Aos pés de Jesus aquele pouco poderia se transformar em muito pois ele estava diante do próprio Pão da Vida! Ele estava diante daquele que tem poder para suprir todas as carências do homem ao ponto de fazê-lo viver uma vida de abundância. Ele já havia visto os barris de água se transformarem em vinho da melhor qualidade.

 

André tinha uma certeza: Aos pés de Jesus, toda tempestade poderia ser aplacada com apenas uma de suas palavras. Jesus precisa de discípulos assim!

 

Conclusão: Agora em meio a toda esta multidão de carências, havia um discípulo que se superou em atitude de fé. Este foi o menino dono dos cinco pães e dois peixes, uma vez que ele deu de todo o seu sustento, crendo que Jesus saberia o que fazer. Entregou tudo o que tinha.

 

Esta é a grande diferença do ovo e do bacon. Para dar o ovo a galinha entregou seu fruto natural em prol dos outros e foi louvada por isso. Para dar o bacon, o porco, em contra partida, entregou-se completamente e deu a sua vida em prol dos outros.

 

Estamos vivendo tempos de abundantes colheitas e para esta grande jornada será necessário trabalhadores destemidos, que não dão apenas o que tem de melhor, mas que dão a si mesmo afim de cumprir com as exigências de tão nobre e maravilhosa obra.

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