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Buscando palavras importante

10/06/2016
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O texto Filosofia barata é a expressão e síntese da minha crise como líder em encontrar as palavras importantes.

Crises de vez em quando são necessárias. Para chacoalhar, corrigir, alinhar.

A minha crise com as palavras vem de muito tempo – uma história de amor e ódio. Já me decepcionei com minhas próprias palavras tantas vezes! Vem de antes mesmo da minha primeira célula, quando gaguejei tanto e não falei nada com nada. Travei, fuji e desisti muitas vezes…

Talvez você tenha desistido.
Mas o silêncio do líder não é a solução. Ele é a zona de conforto. (Sobre isso tenho um texto chamado A Porta, o Caminho e a Caixa)

A zona de conforto é como uma caixa à beira do caminho.

Não é tão confortável assim, como supõe a expressão (conforto).

O silêncio não será tão confortável para você. Vai lhe incomodar, e vai fazer você sofrer por não saber o que dizer –  mas você continuará ali nessa caixa dizendo que não consegue, que é isso aí, que é muito difícil e que outros mais qualificados falarão em seu lugar.


Para sair da zona de conforto é preciso que incomode muito.

É  preciso ficar muito incomodado com a timidez, com a intimidação, com a falta de confiança e ousadia. Isso me incomoda muito! É preciso vencer essa crise e parar de se esconder – decidir se expor, e correr riscos.

Depois disso é que vem a necessidade de encontrar as palavras importantes.

E para encontrar tem que se incomodar muito com a filosofia barata, que é uma maneira de enxergar a vida rasa, superficial.
Tem que se incomodar muito com as generalizações, que é quando vc coloca todas as coisas num mesmo saco por causa de uma experiência ou de um único exemplo – “é sempre assim, ou nunca será assado”.
Precisa se irritar muito com as afirmações categóricas – ou as baboseiras categóricas, como eu chamo. Que é quando vc determina que as coisas são exatamente desse jeito – é sempre assim e nunca será assado. Isso acontece quando vc acha que sabe muito uma coisa que mal conhece a introdução.
Tem que se irritar muito com as suposições, e enrolações, que é quando vc não sabe de nada e não leva a lugar nenhum – talvez seja assim, talvez seja assado…

Enfim, se incomode muito, se irrite, e chegue a conclusão que não sobra muita coisa depois dessas peneiras. E se vc não desistir no meio do caminho vai descobrir que o que sobra é o importante.

As Palavras Importantes. A Verdade que liberta.
Elas são a diferença. Nelas há poder de vida, de transformação, de revolução.

Desista das palavras inúteis, da filosofia barata, das baboseiras categóricas, dos jogos de palavras. Mas não desista de buscar as palavras importantes – para ouvir e para falar.

Não fuja de ouvir a Palavra, de se expor a ela, deixando que ela alinhe o seu coração, corrigindo a sua visão.

E não fuja de falar, anunciar, proclamar as palavras importantes que na sua busca você vai encontrar.

Meu coração e o seu coração são apaixonados por elas!
Aquelas que nos confrontam e constrangem, lavam e purificam, trazendo cura para a alma.

 

A noiva afetada, cheia de pose

08/01/2015
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Ef 5:31-32 “Eis porque deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os 2 uma só carne. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja.”

Grande é o mistério do casamento da Noiva que é Igreja e do Noivo que é Cristo.
Já é um mistério a igreja ser chamada de noiva…(Ap 22:17)
É como se a noiva fosse uma sombra profética da igreja.
E com isso eu me preocupo – em ser igreja e não parecer com um estereótipo perturbador que me vem à mente como uma imagem…

De uma noiva que quer muito ser noiva. Pela experiência do dia. Pelos mimos, cuidados, pela festa, pelos presentes. Porque é o dia de estar linda. O dia de ser o centro. O dia de noiva.
Uma noiva que quer vestido branco, véu, a grinalda, o buquê, as damas, o tapete, as flores, o bolo, as amêndoas, o champanhe…
Quer véu para parecer imponente, branco porque todo mundo usa branco, buquê porque deve ter um motivo, bolo porque sempre tem, amêndoas porque é legal, champanhe porque é chique.
Daí aluga o vestido, o sapato, o véu, a grinalda, a bijouteria.

E faz muita pose. Pose de noiva, pose de realização, pose de eleita. Pose de rica.

Noiva que se preocupa demais com o evento, com a festa, com a pompa. E em vez de honra, no meio de toda essa cerimônia e celebração, mostra afetação.
E entre seus vestidos, adornos e maquiagens, faz caras e bocas… e muita pose.

Centrada nela mesma, ela entra. Tão vitoriosa, poderosa, satisfeita! tão confiante no seu vestido alugado! Animada com seu penteado exagerado e seu make over.
Entra focada nos olhos de quem está vendo. Desfilando em meio aos convidados, com seu véu arrastando, ela está sendo vista! Seu foco é ela mesma.
A quem ela quer agradar a não ser a si mesma?

Em pouco tempo se desmorona esse castelinho de pose. Em pouco tempo acaba a festa, e o vestido alugado de princesa precisa ser devolvido.

É cruel essa visão, eu sei. Com a noiva e com a igreja. Ja fui noiva, e sou igreja. Acredite, estou sendo dura comigo mesma em primeiro lugar.

Mas estou falando da noiva chamada igreja e do noivo chamado Jesus. A noiva aqui é só uma imagem – perturbadora, e talvez com algum significado.

O que eu quero descobrir é como a igreja deve se portar para um noivo como Jesus.
Um noivo que não confia na aparência, não é superficial, não se apega a tradição, não se limita ou se detém ao ritual. Um noivo que é Príncipe, mas é simples e cheio de graça, e não cheio de pose e afetação. Um noivo que não ostenta o que não é ou não tem.

Aos que se reúnem em seu nome, e celebram o seu nome – que tipo de ajuntamento solene agrada esse noivo? O que ele acha lindo? O que ama a sua alma? O que o convence? Como expressar nosso amor?

É preciso ajustar o foco da noiva para não parecermos com esse modelo afetado.
Esse estereótipo está falido, e algo novo está nascendo.
Porque o foco da noiva deve ser sempre o noivo.
Ser linda, espontânea e apreciável para o noivo.
O que importa é ser vista por ele. Admirada pelos convidados, mas sem se apegar a isso. Adornada, mas sem se apegar a isso.
Sua graça entrando no altar está em amar sinceramente o noivo.
O seu brilho está na sua entrega.
A sua beleza está no que ele acha lindo – a santidade.
E a sua confiança está em ser amada por ele.

Caminha serena em sua direção, sem desviar o seu olhar. Vestida, perfumada e adornada para ele – verdadeira, única, sem pose e afetação (porque isso simplesmente não importa para ele).
E tendo em mente que o seu casamento não se reduz a apenas um dia, a uma festa, a uma noite de celebração.
Assim ela estará segura de que vai agradá-lo.

Mas eu me refiro especificamente a Cristo, e sua amada igreja.

Ct 4:9,10 “Arrebataste-me o coração, minha irmã, noiva minha; arrebataste-me o coração com um só dos teus olhares, com uma só pérola do teu colar.
Que belo é o teu amor, ó minha irmã, noiva minha! Quanto melhor é o teu amor do que o vinho, e o aroma dos teus ungüentos do que toda sorte de especiarias!

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